Neste Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), evocamos as palavras de Carolina Maria de Jesus para lembrar que a fome não é uma fatalidade, mas resultado de escolhas políticas, desigualdades estruturais e de um sistema que concentra a terra, a riqueza e os alimentos nas mãos de poucos. São as mulheres, especialmente as negras, indígenas, camponesas e periféricas, que historicamente sustentam a vida, enfrentam a insegurança alimentar e constroem alternativas coletivas para alimentar suas famílias e comunidades.

Para a CFEMEA, lutar pelo direito à alimentação é também lutar pela soberania alimentar, pela reforma agrária, pela agroecologia, pela justiça ecosocial e pela autonomia das mulheres.

É nos territórios, nas cozinhas coletivas, nas roças e nas experiências de economia feminista e sustentação da vida que seguimos cultivando caminhos para o Bem Viver.

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