A escritora e jornalista Eliana Alves Cruz foi eleita para a Cadeira 39 da Academia Carioca de Letras (ACL), tornando-se a primeira mulher negra a integrar a instituição em seu centenário.
Nota
 
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Com 31 votos, ela ocupará a vaga anteriormente pertencente à acadêmica Maria Amélia Amaral Palladino. A eleição representa um avanço para a representatividade racial na literatura e nas instituições tradicionais dedicadas à cultura no Rio de Janeiro.
 
Autora de livros como Água de Barrela, O Crime do Cais do Valongo, Solitária e Meridiana, Eliana desenvolve uma obra marcada pela investigação da memória, da ancestralidade e da história afro-brasileira. 
 
Seus livros abordam questões como racismo, desigualdade social e experiências da população negra, trazendo para o centro da narrativa histórias frequentemente marginalizadas.
 
A escritora também acumula importantes reconhecimentos literários. Em 2022, conquistou o Prêmio Jabuti na categoria Contos, com A Vestida: Contos. 
 
Em 2026, recebeu o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras, pelo romance Meridiana, publicado em 2025. Sua eleição para a Academia Carioca de Letras amplia o reconhecimento de uma trajetória que articula literatura, memória e valorização das experiências negras no Brasil.
 
Viva!
 
 
 

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