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Na véspera do Dia Internacional dos Direitos Humanos (2025), A CFEMEA reuniu na Câmara dos Deputados várias organizações feministas, teólogas e lideranças de movimentos de mulheres e intelectuais negros e negras para analisar a situação atual da democracia e os ataques à laicidade do Estado. 

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Nesse evento, Guacira Oliveira, fundadora e membra do Cfemea, ao tratar da movimentação da extrema-direita e de ultraconservadores católicos e evangélicos para abocanhar um lugar no Colégio de Líderes, destacou que “as mulheres conquistaram esse direito porque são minoria política. Recentemente conquistamos um lugar também para a bancada negra. Não é o caso da bancada cristã, que é sobrerepresentada no Congresso, com a maioria nas lideranças partidárias, a maioria das presidências de Comissões Permanentes, a maioria dos cargos de direção da Câmara e no Senado. Lideranças que cada dia mais têm uma cara religiosa, um discurso com base religiosa, distorcida, é claro, mas com presença e valores de um forte conservadorismo religioso.”

Ao fomentar um diálogo sobre os riscos para a democracia e o Estado Laico
na configuração em andamento no parlamento,
o CFEMEA, convidou ativistas e estudiosas do tema para propor reflexões
e possíveis brechas para atuação coletiva, visto que o debate da laicidade
está intrinsecamente ligado à autonomia sexual das mulheres e tudo o que se refere aos direitos reprodutivos.

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